Ministro encaminhou para análise do plenário o caso envolvendo relatório da PF sobre mensagens entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro; agora, cabe a Edson Fachin definir os próximos passos.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou neste domingo (6) para julgamento no plenário da Corte o caso envolvendo o relatório da Polícia Federal que reúne mensagens atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
A decisão abre caminho para que o colegiado do Supremo analise o caso, que ganhou dimensão dentro da própria Corte após a divulgação de conversas encontradas no celular de Vorcaro. A definição de quando e como o processo será levado aos ministros, entretanto, ainda depende do presidente do STF, Edson Fachin.
URGENTE: André Mendonça liberou o caso para análise do plenário do STF. A medida não significa que o julgamento já esteja marcado. Cabe a Edson Fachin definir a pauta e o formato da análise.
Caso envolve mensagens entre Moraes e Vorcaro
O caso teve origem em um relatório produzido pela Polícia Federal após a análise do celular de Daniel Vorcaro. O documento reúne 218 páginas com mensagens, registros de chamadas, arquivos e outros dados encontrados no aparelho do ex-banqueiro.
Entre o material analisado estão mensagens enviadas por Vorcaro a um número identificado pela Polícia Federal como pertencente a Alexandre de Moraes. Segundo o UOL, o relatório reúne 52 mensagens enviadas entre 28 de outubro e 17 de novembro de 2025, data em que Vorcaro foi preso pela primeira vez.
As conversas também fazem referência ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Mensagens foram enviadas antes da prisão de Vorcaro
Entre os diálogos revelados está uma mensagem enviada por Vorcaro dois dias antes de sua primeira prisão. Segundo o relatório, o banqueiro perguntou a Moraes se deveria deixar o país.
“Acha que segunda já tenho que estar fora?”
A mensagem foi enviada em 15 de novembro de 2025, dois dias antes da prisão de Vorcaro. O material também registra outras mensagens nas quais o então controlador do Banco Master buscava informações sobre a operação que poderia atingi-lo.
Um ponto importante é que, segundo o UOL, as respostas atribuídas a Moraes não foram recuperadas na maior parte das conversas. O material permite identificar pedidos e mensagens enviadas por Vorcaro, mas não comprova, por si só, que Moraes tenha atendido às solicitações feitas pelo banqueiro.
PGR questiona investigação determinada por Mendonça
A decisão de levar o caso ao plenário ocorre depois de um questionamento da Procuradoria-Geral da República sobre a forma como a investigação foi conduzida.
O procurador-geral Paulo Gonet pediu a nulidade da apuração determinada por Mendonça e argumentou que um ministro do STF não poderia ser investigado por determinação individual de outro integrante da Corte sem autorização do plenário ou iniciativa do Ministério Público.
O que está em discussão
Além do conteúdo das mensagens, o plenário poderá discutir a própria validade dos procedimentos adotados na investigação e se existem elementos que justifiquem a abertura de uma apuração envolvendo Alexandre de Moraes.
Fachin ainda precisa definir a pauta
Embora Mendonça tenha liberado o caso, o julgamento não começa automaticamente. A decisão sobre a inclusão do processo na pauta cabe a Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal.
Fachin estabeleceu prazo de cinco dias úteis, contado a partir de quinta-feira (3), para que Mendonça, Moraes, Gonet e Andrei Rodrigues apresentem manifestações sobre o caso. O prazo termina na sexta-feira (11).
Depois disso, Fachin deverá definir os próximos passos. Entre as possibilidades está levar o assunto ao plenário físico do Supremo, onde os ministros poderão discutir o relatório e as questões jurídicas relacionadas à investigação.
Crise aumenta a tensão dentro do STF
A decisão de Mendonça ocorre em meio ao confronto público entre ele e Moraes, dois ministros que passaram a ocupar posições opostas no episódio envolvendo as mensagens de Vorcaro.
O caso coloca o próprio Supremo diante da necessidade de analisar uma investigação que envolve um de seus ministros e, ao mesmo tempo, questionamentos sobre a atuação do relator responsável pela apuração.
A eventual análise pelo plenário poderá definir não apenas o destino do relatório da Polícia Federal, mas também se haverá autorização para aprofundar as investigações envolvendo Moraes.
Em resumo
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Mendonça: liberou o caso para análise do plenário.
Fachin: decidirá quando e como o caso será analisado.
PGR: questiona a validade da investigação.
Relatório da PF: reúne mensagens entre Vorcaro e um número identificado como pertencente a Moraes.
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```Moraes e Mendonça têm bate-boca e discussão quase chega a agressão física no STF, segundo reportagem.
Ler matéria ```Fontes
Metrópoles — informações sobre a liberação do caso para análise do plenário e o relatório da Polícia Federal.
Poder360 — detalhes sobre o pedido de Mendonça e o prazo estabelecido por Edson Fachin.
UOL — informações sobre as mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro e o conteúdo do relatório da Polícia Federal.
```Imagens: Poder360 e STF. Fotos de arquivo utilizadas apenas para ilustrar os personagens citados na reportagem.
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