Eleições 2026 Faltam para o 1º turno Domingo, 4 de outubro de 2026
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PESQUISA A TRÊS DIAS DA ELEIÇÃO: Lula lidera no 1º turno, mas Flávio aparece numericamente à frente no 2º!

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PESQUISA A TRÊS DIAS DA ELEIÇÃO: Lula lidera no 1º turno, mas Flávio aparece numericamente à frente no 2º!

Levantamento Real Time Big Data ouviu 2 mil eleitores entre 26 e 30 de setembro. Lula registra 46% dos votos válidos no cenário estimulado de primeiro turno; na simulação de segundo turno, Flávio Bolsonaro aparece com 51%, contra 49% do petista, resultado dentro da margem de erro.

Por Carlos André Moitas
Jornalista — Registro Profissional 0102501/SP
Pesquisa presidencial Real Time Big Data para as eleições de 2026
Pesquisa presidencial Real Time Big Data. Inserir crédito da imagem original ou da arte produzida pelo Te Politizei.

A três dias da eleição presidencial, uma nova pesquisa do instituto Real Time Big Data mostra uma disputa com diferenças importantes entre os cenários de primeiro e segundo turno. Divulgado nesta quinta-feira (1º), o levantamento coloca Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança do primeiro turno estimulado, mas apresenta Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente na simulação de segundo turno.

No primeiro turno, considerando os votos válidos, Lula aparece com 46%, enquanto Flávio registra 41%. Já no confronto direto, Flávio marca 51% e Lula, 49%. A diferença de dois pontos está dentro da margem de erro da pesquisa, de modo que os números não permitem afirmar uma vantagem estatisticamente definida nesse cenário. É uma fotografia da disputa no momento da coleta, não uma previsão do resultado das urnas.

Primeiro turno: Lula tem 46% e Flávio, 41%

No cenário estimulado de primeiro turno, em que os nomes dos concorrentes são apresentados aos entrevistados, os votos válidos ficaram distribuídos da seguinte forma:

Candidato Votos válidos
Lula (PT)46%
Flávio Bolsonaro (PL)41%
Renan Santos (Missão)5%
Augusto Cury (Avante)3%
Ronaldo Caiado (PSD)3%
Romeu Zema (Novo)1%
Outros1%

Os percentuais são de votos válidos, cálculo que exclui brancos, nulos e indecisos. Por isso, não devem ser confundidos com a distribuição de todas as respostas coletadas pelo instituto.

Segundo turno: Flávio tem 51%, contra 49% de Lula

Na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o levantamento apresenta:

Flávio Bolsonaro (PL) — 51%
Lula (PT) — 49%

Simulação de segundo turno — votos válidos. Diferença dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais.

Embora Flávio apareça numericamente à frente, a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Assim, o resultado é compatível com um empate técnico. O levantamento não permite afirmar que um dos dois tenha vantagem estatisticamente comprovada nesse confronto.

Outros cenários de segundo turno

O instituto também simulou disputas de Lula contra outros quatro nomes. Nos cenários divulgados, o presidente aparece numericamente à frente:

Confronto Resultado
Lula x Ronaldo Caiado51% x 49%
Lula x Romeu Zema53% x 47%
Lula x Renan Santos54% x 46%
Lula x Augusto Cury51% x 49%

Os números também são apresentados em votos válidos. A margem de erro deve ser considerada na leitura de cada confronto.

Pesquisa espontânea mostra Lula com 38% e Flávio com 34%

No cenário espontâneo, em que os entrevistados respondem sem receber previamente uma lista de candidatos, Lula aparece com 38%, e Flávio Bolsonaro, com 34%. Augusto Cury e Renan Santos registram 3% cada; Ronaldo Caiado tem 2%. Brancos e nulos somam 8%, enquanto 11% não souberam ou não responderam.

Esse cenário mede a lembrança espontânea dos nomes e não deve ser confundido com a pergunta estimulada, na qual os participantes recebem uma lista de opções.

Luiz Inácio Lula da Silva, presidente e candidato à reeleição
Luiz Inácio Lula da Silva. Inserir crédito da fotografia.
Flávio Bolsonaro, senador e candidato à Presidência
Flávio Bolsonaro. Inserir crédito da fotografia.

Metodologia: 2 mil entrevistados e margem de erro de dois pontos

O Real Time Big Data entrevistou 2.000 pessoas entre 26 e 30 de setembro de 2026. A pesquisa foi contratada pelo próprio instituto, tem nível de confiança de 95% e margem de erro de dois pontos percentuais. O registro no Tribunal Superior Eleitoral é BR-09503/2026.

Como todo levantamento, a pesquisa representa uma medição feita em determinado período e está sujeita às limitações do método, da amostra e da formulação das perguntas. O resultado oficial será definido pela apuração dos votos, não pelos percentuais divulgados antes da votação.

EDITORIAL | O eleitor decide; pesquisa não é sentença

Às vésperas de uma eleição, números ganham manchetes, campanhas e redes sociais. Mas pesquisa não substitui o voto, não determina o resultado e não deve ser usada para pressionar o eleitor. Seu papel é oferecer informação sobre o cenário medido pelo instituto, com metodologia e limitações expostas.

Uma leitura responsável exige atenção a três pontos: a diferença entre votos válidos e total de respostas, a margem de erro e a data em que as entrevistas foram realizadas. Ignorar esses elementos transforma uma ferramenta de informação em argumento de campanha.

O debate público também precisa ir além dos percentuais. Em uma perspectiva de responsabilidade institucional, o eleitor deve poder comparar propostas, histórico de gestão, compromisso com as contas públicas, respeito às liberdades e limites constitucionais do poder. Nenhum número de pesquisa dispensa essa avaliação individual.

O voto é uma decisão soberana de cada cidadão. Cabe à imprensa apresentar os dados com precisão, separar medição de previsão e cobrar transparência dos institutos e dos candidatos. A escolha pertence ao eleitor — e não a uma manchete, a uma campanha ou a uma pesquisa.

O que observar até a votação

  • O período de coleta: as entrevistas foram realizadas de 26 a 30 de setembro;
  • A diferença entre os cenários espontâneo e estimulado;
  • O uso de votos válidos nas tabelas divulgadas;
  • A margem de erro de dois pontos percentuais;
  • O registro do levantamento no TSE: BR-09503/2026.
Nota editorial: Os percentuais reproduzem os resultados divulgados pelo Real Time Big Data e publicados pela Gazeta do Povo. A pesquisa é uma fotografia do período de coleta e não representa previsão ou resultado oficial da eleição.

Fonte

Gazeta do Povo — levantamento Real Time Big Data divulgado em 1º de outubro de 2026. Metodologia, cenários e percentuais reproduzidos conforme a publicação consultada.

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